A polícia de São Paulo informou que o pai do falso médico preso na última semana também exerceu a profissão ilegalmente. As investigações indicam que ele atuava sem registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) e aplicava procedimentos em pacientes.
De acordo com os agentes, o homem teria aprendido técnicas médicas de forma informal e chegou a realizar consultas e prescrever medicamentos. Ele foi identificado durante a apuração do caso do filho, que se passava por médico em um hospital particular na zona sul da capital.
O falso médico, preso em flagrante, aplicava injeções e atendia pacientes sem qualquer formação. A polícia agora investiga se ambos agiam em conjunto ou de forma independente. As autoridades também buscam outras possíveis vítimas que possam ter sido atendidas por eles.
O caso ganhou repercussão após um vídeo mostrar o suspeito aplicando uma injeção em uma mulher na rua, em Mogi das Cruzes. As imagens ajudaram a polícia a localizá-lo. A mulher que aparece no vídeo foi ouvida e confirmou que não sabia que o homem não era médico.
O hospital particular onde o falso médico atuava informou que está colaborando com as investigações. A unidade de saúde disse que todos os funcionários passam por verificação de documentos, mas que o suspeito pode ter usado registros falsos para ser contratado.
Os dois homens agora responderão por exercício ilegal da medicina e outros crimes que possam ser identificados. A polícia pede que qualquer pessoa que tenha sido atendida por eles procure a delegacia para prestar depoimento.
