O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira, 12, que o governo vai anunciar o Desenrola para adimplentes até o fim do mês. A declaração foi feita em entrevista ao programa Alô, alô, Brasil, da Rádio Nacional. Segundo ele, o Novo Desenrola deve atender 10 milhões de endividados até o fim de junho.
“Nós vamos anunciar ainda até o fim do mês o desenrolar adimplentes, seja pelo Fies, para quem está adimplente no Fies, seja para a pessoa que hoje tem uma operação de crédito nos bancos, mas paga a operação de crédito e vai ganhar um reforço para seguir pagando, porque o valor que eu, de fato, prestigio aqui é o pagamento, é quem está pagando em dia”, disse o ministro.
Durigan também falou sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1, em tramitação no Senado. Ele se mostrou confiante com a aprovação da proposta. “Eu acho que a gente organizando a conversa com o presidente Davi Alcolumbre, do Senado, e com os outros senadores, o tema do fim da 6 por 1, abrindo um dia a mais de descanso para os trabalhadores, eu acredito muito e tenho trabalhado e conversado com o presidente Davi para que isso avance e não fique prejudicado por outras questões menores”, afirmou.
Na mesma entrevista, Durigan comentou sobre o projeto de lei de renegociação das dívidas rurais. Para ele, a medida pode prejudicar o setor ao limitar a oferta de crédito e abrir um precedente perigoso, caso outros setores queiram tabelar taxas de juros às custas do governo. “Eu sempre levo os argumentos que eu tenho, que são os melhores argumentos que eu pego com a equipe, que ouço do mercado, e divido com o Congresso no sentido de convencer o Congresso e apontar os riscos”, disse o ministro sobre o diálogo com o Legislativo.
Durigan ainda criticou senadores que reclamam dos juros altos, mas votam medidas como a renegociação das dívidas rurais. “Ontem mesmo eu ouvi post de senadores reclamando sobre taxa de juros, sobre problemas econômicos, mas foram os próprios senadores que aprovaram a medida da renegociação do agronegócio que vai ter impacto nisso”, completou.
