O Bahia vive seu pior momento na temporada sob o comando do técnico Rogério Ceni. Na noite deste sábado, o Tricolor perdeu para o Cruzeiro por 2 a 1, na Arena Fonte Nova, e chegou ao quinto jogo consecutivo sem vitória. O resultado escancara a maior crise do time desde o início do trabalho do treinador.
A derrota veio na véspera de um compromisso decisivo pela Copa do Brasil. Nesta quarta-feira, o Bahia enfrenta o Remo, em Belém, precisando reverter uma desvantagem de 3 a 1 sofrida no jogo de ida. A pressão sobre o elenco e a comissão técnica aumentou consideravelmente.
Durante a partida, o Bahia abriu o placar com Luciano Juba, após pênalti sofrido pelo centroavante Willian José, que deixou o campo machucado. No entanto, o time não conseguiu manter a vantagem e sofreu a virada com gols de Kauã Moraes e Kaique Kenji, ambos do Cruzeiro.
Após o jogo, Rogério Ceni admitiu a queda técnica e emocional do grupo. Em entrevista, o treinador cobrou uma reação imediata dos jogadores e afirmou que a equipe precisa jogar “pela nossa honra” diante do Remo. A declaração reflete o clima de urgência no clube.
Além do resultado negativo, o Bahia terá outro desfalque importante para a próxima rodada do Brasileirão. O zagueiro Ramos Mingo recebeu o terceiro cartão amarelo e não enfrenta o Grêmio no domingo. A ausência se soma a outras dificuldades táticas enfrentadas por Ceni.
Nas avaliações individuais do jogo contra o Cruzeiro, o próprio treinador recebeu a pior nota entre os jogadores e a comissão técnica. A falta de soluções durante a partida foi apontada como um dos fatores para o resultado negativo. O time parece sem repertório para reagir nos momentos de pressão.
O Bahia agora se prepara para a partida de volta contra o Remo, que pode definir o futuro da equipe na Copa do Brasil e a continuidade do trabalho de Rogério Ceni. A diretoria e a torcida aguardam uma resposta em campo para evitar um agravamento da crise.
