O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) comparou a situação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, com a de Flávio Bolsonaro (PL). A declaração foi dada após o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizar a abertura de um inquérito contra o filho do presidente Lula (PT).
Caiado afirmou que o caso é um retrato da política do PT. “Filho investigado por vender acesso ao governo e o pai que finge não ver. Esse é o retrato da novela política chamada PT”, disse. O ex-governador também criticou o que chamou de “uma monarquia disfarçada de república, onde o rei protege o príncipe”. Ele completou: “Estou falando de Lula e Lulinha, mas pode ser interpretado como outro pai que protege outro filho. Já passou da hora de acabar com essa farsa.”
O inquérito foi autorizado pelo ministro André Mendonça, do STF, após pedido da Polícia Federal na última sexta-feira (24). A PF investiga possíveis crimes de corrupção e tráfico de influência na autorização para a comercialização de cannabis medicinal. As apurações envolvem o Ministério da Saúde e o gabinete da Presidência. A defesa de Lulinha nega qualquer ilegalidade.
Em transmissão nas redes sociais nesta quinta (30), Flávio Bolsonaro comentou as investigações envolvendo Lulinha em outro caso, relacionado ao INSS. Ele acusou o governo de interferir na PF para atrapalhar as apurações. “Para o Lulinha, está faltando braço, está faltando gente”, disse.
Outros políticos da oposição também criticaram o presidente. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou uma notícia sobre o caso e escreveu: “Filho de Lula…. Lulinha é.” O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, afirmou em rede social: “Cada enxadada uma minhoca”. O líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), defendeu que tudo seja investigado “doa a quem doer”. Ele disse que “tem gente usando o Ministério da Saúde como balcão de negócio da família”.
Em participação em podcast nesta quinta, Lula afirmou que não usará o cargo para proteger o filho. “Ele não tem o direito de errar. Não vão usar meu cargo para proteger [Lulinha]. Ele vai ter que provar que ele é inocente como eu provei, vai ter que provar. E se for culpado, vai ter que pagar o que todo mundo paga quando erra”, declarou o presidente.
